GPHIDRO GEODÉSIA E HIDROGRAFIA
HydroSky OPTICAL HYDROGRAPHY AND SDB SUITE

Ajuda Técnica do HydroSky

Manual técnico de operação, fundamentos físicos e modelos matemáticos aplicados à análise óptica, extração de contornos, diagnóstico bio-óptico, batimetria derivada de satélite e análise multitemporal com imagens orbitais.

Escopo

Este manual descreve o fluxo do HydroSky, os dados de entrada, os fundamentos matemáticos, as hipóteses técnicas, os produtos exportáveis, a análise multitemporal e os critérios para interpretação dos resultados.

Sentinel-2 Contorno de água SDB Diagnóstico óptico Validação Análise multitemporal

1. Visão geral do software

O HydroSky é uma aplicação desktop para análise óptica aplicada à hidrografia. O software integra configuração de projeto, desenho ou carregamento de Região de Interesse, seleção e download técnico de imagens orbitais, diagnóstico bio-óptico, extração de contornos de corpos d’água, batimetria derivada de satélite e geração de relatório técnico.

O HydroSky foi concebido para apoiar levantamentos exploratórios, planejamento de campanhas hidrográficas, avaliação preliminar de aptidão óptica, mapeamento de margens, análise de reservatórios e integração com dados batimétricos de referência obtidos por MBES, SBES, LiDAR topobatimétrico ou outras fontes de controle.
O HydroSky não substitui levantamentos hidrográficos de campo, controle geodésico, validação externa, análise formal de incerteza ou especificações normativas de levantamentos batimétricos. Produtos sem amostra local são interpretados como exploratórios.

2. Fluxo operacional recomendado

  1. Definir projeto, local, cliente, responsável e pasta de saída.
  2. Desenhar ou carregar a Região de Interesse em GeoJSON.
  3. Baixar imagem orbital técnica ou carregar imagem georreferenciada própria.
  4. Gerar a prévia da imagem com a Região de Interesse sobreposta.
  5. Executar o Diagnóstico Bio-óptico para avaliar clareza óptica relativa, índice relativo de turbidez e aptidão preliminar.
  6. Executar a Extração de Contorno com NDWI, MNDWI ou AWEI.
  7. Executar SDB com amostras de treino e validação, ou selecionar método exploratório quando não houver amostra local.
  8. Exportar os produtos desejados e gerar o relatório técnico.
Para aplicações técnicas, o fluxo recomendado inclui amostras batimétricas representativas, revisão visual do contorno e avaliação dos resíduos por faixa de profundidade.

3. Dados de entrada

EntradaDescriçãoUso principal
Região de Interesse, GeoJSONPolígono ou retângulo da área analisada em coordenadas geográficas.Consulta de cenas, recorte, máscara e relatório.
GeoTIFF, JP2, VRT ou IMGImagem georreferenciada local, preferencialmente multibanda.Diagnóstico bio-óptico, contorno e SDB.
CSV, TXT ou TSV batimétricoAmostras com x, y, depth ou row, col, depth.Treino, validação e seleção de modelo SDB.
MetadadosSensor, data, nuvem, bandas, CRS, transformação raster e parâmetros.Rastreabilidade técnica.

4. Configurações Gerais, Região de Interesse e download de imagens

A aba Configurações Gerais reúne a identificação do projeto, a pasta de saída, a Região de Interesse, a consulta de cenas Sentinel-2 L2A e a prévia georreferenciada da imagem. A Região de Interesse define a área de consulta, recorte e mascaramento dos dados orbitais.

Campo ou comandoO que significaComo preencher ou usar
ProjetoNome usado para identificar o projeto e os produtos gerados.Use nome curto, sem caracteres especiais. Exemplo: Tucutu_SDB_2025.
LocalDescrição geográfica da área estudada.Informe município, reservatório, rio, porto, praia ou região costeira.
ClienteInstituição, projeto, contratante ou finalidade administrativa.Use “Não informado” quando não houver cliente definido.
ResponsávelPessoa ou equipe responsável pelo processamento.Informe o responsável técnico ou a equipe do projeto.
Pasta de saídaDiretório onde serão gravados dados de trabalho, exportações e relatórios.Escolha uma pasta com permissão de escrita, preferencialmente em Documentos ou em diretório próprio do projeto.
Região de interesseArquivo GeoJSON que delimita a área analisada.Carregue um GeoJSON existente ou desenhe a área no navegador da Região de Interesse.
Abrir navegadorAbre o navegador de desenho da Região de Interesse.Use para desenhar nova área. Se uma Região de Interesse já estiver carregada, o mapa abre próximo ao centro dessa região.
Carregar AOICarrega um arquivo GeoJSON já existente no computador.Use quando a área já foi definida em SIG ou em execução anterior.
Baixar imagemConsulta e baixa imagem Sentinel-2 L2A compatível com a Região de Interesse.Defina a Região de Interesse, ajuste datas e limite de nuvem, depois execute o download.
PreviewGera a prévia da imagem com a Região de Interesse sobreposta.Use para inspeção visual da cena, do enquadramento e do recorte.
LimparRemove a visualização da aba.Limpa a tela de trabalho sem excluir arquivos gerados.
Gerar relatórioCria o relatório técnico a partir dos resultados disponíveis.Execute após processar os módulos desejados.
Abrir pastaAbre a pasta de saída no gerenciador de arquivos.Use para conferir produtos, prévias, relatórios e exportações.
Parâmetro de downloadO que significaOrientação de preenchimento
RepositórioFonte de consulta da imagem orbital.A interface usa Sentinel-2 L2A, Element84 Earth Search.
Data inicialInício da janela temporal de busca.Use formato AAAA-MM-DD. Escolha período compatível com a campanha ou com a condição hidrológica desejada.
Data finalFim da janela temporal de busca.Deixe vazio para usar a data atual, ou informe AAAA-MM-DD para limitar a consulta.
Nuvem máxima, porcentagemLimite de cobertura de nuvem aceito na cena.Valores menores restringem a busca. Para SDB, a inspeção dentro da Região de Interesse é mais importante que a nuvem global da cena.
bbox = [lon_min, lat_min, lon_max, lat_max] Consulta STAC: coleção + bbox + intervalo temporal + limite de nuvem + disponibilidade de bandas Mosaico: Banda_mosaico(x,y) = primeira observação válida em uma grade comum, respeitando reprojeção, resolução e nodata
Máscara da Região de Interesse. O raster de saída mantém estrutura retangular, própria do formato raster. Para representar corretamente o limite da área analisada, os pixels externos ao polígono da Região de Interesse são gravados como nodata. Assim, a forma real da área é preservada por máscara espacial, sem deformar a grade raster.
Qualidade de cena para SDB. A seleção de imagens para SDB considera, além da cobertura global de nuvens, a qualidade da água dentro da Região de Interesse, a presença de sombra, sunglint, turbidez elevada, espuma, sedimentos, pixels mistos, saturação, geometria solar e consistência entre cenas. Os indicadores automáticos são auxiliares de triagem e não substituem inspeção visual, análise crítica ou validação externa.
Regiões extensas. Áreas muito grandes podem exceder a capacidade de processamento local. Antes do download, avalie o tamanho da grade em pixels, o número de bandas e a memória estimada. Quando a área for regional ou envolver múltiplos tiles extensos, divida a Região de Interesse em setores menores.

4.0.1. Status do projeto e prévia

O painel lateral das Configurações Gerais resume o estado dos principais componentes do projeto. Ele é um indicador de acompanhamento, não substitui a leitura do terminal, dos metadados e do relatório técnico.

Item exibidoO que indicaAção quando estiver pendente ou com aviso
AOIDisponibilidade da Região de Interesse.Desenhe ou carregue um GeoJSON válido antes de consultar imagens ou ATL24.
Imagem baixada, Fonte e NuvemDisponibilidade da imagem técnica, sua origem e a informação de nuvem associada.Revise a cena dentro da AOI, não apenas a porcentagem global de nuvem.
Diagnóstico, Contorno, SDB e MultitemporalIndica se cada módulo possui resultado no projeto.Abra o módulo correspondente, confira mensagens e produtos antes de exportar ou gerar relatório.

4.1. Navegador da Região de Interesse, referência ATL24 e repositórios de dados

A aba Configurações Gerais também reúne o navegador da Região de Interesse, o acesso a repositórios de dados e o download de referência batimétrica ICESat-2 ATL24. Esses recursos apoiam planejamento, busca de dados e verificação complementar, sem substituir levantamento de campo ou avaliação hidrográfica independente.

4.1.1. Navegador da Região de Interesse

Controle do navegadorFunçãoUso recomendado
Longitude, Latitude e ZoomDefinem o centro e a escala inicial do mapa.Informe coordenadas geográficas em graus decimais. Use zoom compatível com a dimensão da área de interesse.
Ir para coordenadaReposiciona o mapa no centro informado.Use para localizar rapidamente a área antes de definir a Região de Interesse.
Usar vista atual como AOICria um retângulo a partir da extensão visível no mapa.Útil para uma área aproximadamente retangular. Revise a extensão antes de salvar.
NavegarAtiva deslocamento livre do mapa.Use para enquadrar a área ou consultar as bases cartográficas disponíveis.
DesenharAtiva a criação de um retângulo por clique, arraste e soltura.Use para definir uma AOI retangular. O navegador não executa desenho livre de polígonos complexos.
Limpar retânguloRemove a AOI desenhada no navegador.Use antes de redefinir a área quando houver erro de enquadramento.
Salvar AOI GeoJSONGrava a AOI em GeoJSON com coordenadas geográficas EPSG:4326.Salve o arquivo, retorne ao HydroSky e carregue-o por Carregar AOI, ou aguarde a detecção automática na pasta de saída.
A Região de Interesse é usada para consulta de imagens, recorte, máscara, prévias, download ATL24 e documentação do projeto. Uma AOI excessivamente grande aumenta o volume de dados e pode reduzir a eficiência do processamento local.

4.1.2. Referência ICESat-2 ATL24

O comando Baixar referência ICESat-2 ATL24 para a AOI consulta o serviço SlideRule para obter pontos de batimetria costeira do produto ATL24 dentro da Região de Interesse e do intervalo de datas informado na aba. O resultado é salvo na pasta reference_atl24 do projeto, preferencialmente como GeoPackage e, quando necessário, como CSV.

Requisito ou condiçãoComo interpretarAção do usuário
Região de Interesse em GeoJSONDelimita a consulta espacial.Defina e salve a AOI antes do download.
Intervalo temporalUsa Data inicial e Data final das Configurações Gerais.Selecione período coerente com o objetivo de comparação. Deixar Data final vazia usa a data disponível no fluxo de consulta.
Água clara e cobertura disponívelATL24 depende da detecção óptica do fundo por fótons do ICESat-2.Ausência de pontos não demonstra ausência de fundo. Pode decorrer de turbidez, profundidade além do limite óptico, geometria, cobertura ou período sem aquisição útil.
ATL24 é uma fonte potencial de referência complementar. O download não importa automaticamente os pontos como treino, não comprova datum compatível, não confirma independência de campanha e não converte o resultado em validação externa auditada. Antes de usar os dados, avalie campos, CRS, datum, época, incertezas, qualidade dos pontos e compatibilidade com a imagem.

4.1.3. Repositórios de dados

O comando Repositórios de dados abre uma janela com fontes de imagens multiespectrais calibradas, referências batimétricas costeiras, dados brasileiros e fontes de nível da água. Os links são apenas atalhos de consulta. A seleção, o download, a compatibilização radiométrica e a verificação de metadados permanecem sob responsabilidade técnica do usuário.

5. Diagnóstico Bio-óptico

A aba Diagnóstico Bio-óptico avalia a resposta espectral da água e produz indicadores preliminares de clareza óptica relativa, índice relativo de turbidez, NDTI, NDVI de água e aptidão relativa para SDB e LiDAR topobatimétrico. Esses indicadores são úteis para triagem de cenas e planejamento, mas não substituem medições radiométricas ou ópticas in situ.

Campo ou comandoO que significaComo preencher ou usar
Imagem fonteImagem georreferenciada usada no diagnóstico.Quando a imagem foi baixada nas Configurações Gerais, ela é carregada automaticamente. Também é possível carregar GeoTIFF, JP2, VRT, IMG ou NPZ próprio.
Base do índice de clarezaTermo constante do índice relativo de clareza óptica.Mantenha o valor padrão quando não houver calibração local. Aumentar a base eleva o índice de clareza de toda a cena.
Ganho da razão vermelho verdePeso aplicado à razão entre a reflectância vermelha e a reflectância verde.Mantenha o valor padrão para triagem. Ajuste apenas quando houver calibração local ou comparação controlada com medições ópticas.
Usar Kd físico informadoAtiva o uso de um Kd físico medido ou calibrado.Marque somente quando houver valor confiável de Kd em m⁻¹ para a área ou condição analisada.
Kd físico, se medido em campoCoeficiente de atenuação difusa descendente da luz na água.Informe em m⁻¹. Valores maiores indicam menor penetração óptica. O índice relativo de clareza não representa Kd físico.
Profundidade alvo para análiseProfundidade de interesse para avaliar a aptidão óptica.Informe a profundidade operacional que se deseja analisar para SDB ou LiDAR.
Fator operacional LiDAR nFator usado na aproximação da profundidade óptica máxima a partir de Kd.Use o padrão para triagem. Valores maiores tornam a estimativa mais permissiva e exigem justificativa por dados locais.
Limpar vistaRemove a visualização do painel.Não apaga os arquivos já gerados.
Processar diagnósticoExecuta o diagnóstico bio-óptico.Use após selecionar a imagem e conferir os parâmetros.
Exportar diagnósticoCopia os produtos do diagnóstico para a pasta de exportação.Use quando os resultados estiverem revisados.
As estatísticas bio-ópticas são calculadas prioritariamente sobre pixels classificados como água válida. A inclusão de terra, vegetação, sombra, nuvem, borda seca ou infraestrutura costeira contamina os indicadores e pode produzir diagnóstico fisicamente inconsistente.
R_red = reflectância da banda vermelha R_green = reflectância da banda verde R_nir = reflectância do infravermelho próximo Índice relativo de clareza óptica: C_opt = base + ganho * (R_red / R_green) Índice_turbidez_relativa = max(0, 1,85 * 1000 * R_red - 3,12) NDTI = (R_red - R_green) / (R_red + R_green + 0,001) NDVI_agua = (R_nir - R_red) / (R_nir + R_red + 0,001)
O indicador C_opt é relativo e adimensional quando não houver calibração local. Sem calibração local, não representa Kd físico em m⁻¹. Quando houver Kd físico medido ou validado, a avaliação de LiDAR pode ser relacionada à profundidade alvo por Z_max aproximadamente igual a n/Kd.
IndicadorInterpretaçãoCautela
C_optClareza óptica relativa da cena, baseada em razão vermelho verde.Não é Kd físico sem calibração.
Índice relativo de turbidezResposta relativa associada ao aumento da reflectância no vermelho.Não é NTU medido.
NDTIContraste vermelho verde, útil para indicar maior carga de material em suspensão.Sensível à correção atmosférica e ao fundo raso.
NDVI de águaIndicador auxiliar de interferência por vegetação, borda e alvos não aquáticos.Não representa NDVI agrícola.

6. Extração de Contorno

A aba Extração de Contorno utiliza a separabilidade espectral entre água e alvos terrestres. A água tende a apresentar baixa reflectância no infravermelho próximo e no SWIR, enquanto solos, vegetação, áreas urbanas e margens expostas respondem de forma distinta nessas bandas.

Campo ou comandoO que significaComo preencher ou usar
Imagem fonteImagem georreferenciada usada para calcular o índice de água.A imagem baixada nas Configurações Gerais é carregada automaticamente. Também pode ser informada imagem própria.
Índice espectralÍndice usado para separar água e não água.Use auto para escolher MNDWI quando houver SWIR1, NDWI quando houver NIR ou índice visível RGB quando houver somente azul, verde e vermelho. Também é possível selecionar MNDWI, NDWI, RGB water ou AWEI explicitamente.
RGB waterÍndice auxiliar de água calculado a partir de azul, verde e vermelho quando não há NIR ou SWIR disponível.Use apenas para delimitação visual ou triagem de contorno em imagem com bandas visíveis fisicamente identificadas. Não equivale a produto de reflectância multiespectral apropriado para SDB.
LimiarMétodo de separação entre água e não água.Use Otsu para limiar automático. Use manual quando a cena exigir controle direto do valor de corte.
Limiar manualValor de corte usado quando o método manual está selecionado.Valores maiores tornam a máscara mais restritiva. Valores menores incluem mais pixels como água.
Objeto mínimo, pixelsTamanho mínimo de objetos preservados na máscara.Aumente para remover fragmentos, ruído e pequenas manchas. Reduza para preservar detalhes estreitos.
Fechamento morfológico, pixelsOperação que reduz pequenas falhas e descontinuidades na máscara.Use valores baixos para preservar detalhe. Valores altos podem suavizar demais margens estreitas.
ProcessarExecuta a extração de contorno.Use após selecionar a imagem, o índice e o limiar.
Exportar contornoCopia os produtos vetoriais e raster do contorno para a pasta de exportação.Use após revisar visualmente a máscara e o contorno.
NDWI = (G - NIR) / (G + NIR) MNDWI = (G - SWIR1) / (G + SWIR1) AWEI_sh = B + 2,5G - 1,5(NIR + SWIR1) - 0,25SWIR2
NDWI. Adequado para realce de água aberta. MNDWI. Tende a ser mais robusto em áreas com solo úmido, sedimentos, margem complexa e interferência urbana. AWEI. Pode reduzir confusão com sombras e superfícies escuras.

7. Limiarização, morfologia e vetorização

Após o cálculo do índice, o HydroSky transforma a imagem contínua em máscara binária de água e aplica pós-processamento morfológico. Essa etapa reduz ruídos, elimina objetos pequenos, preenche falhas e prepara a vetorização do contorno.

Máscara de água: M(x,y) = 1, se I(x,y) > T M(x,y) = 0, caso contrário Limiar de Otsu: T* = arg max [ variância entre classes ] Contorno vetorial: fronteira = limite entre M = 1 e M = 0
  • Limiar manual. Útil quando a resposta espectral da cena já é conhecida.
  • Limiar automático. Usa separação estatística do histograma, com menor dependência operacional.
  • Área mínima. Remove fragmentos pequenos, reflexos e ruídos.
  • Fechamento morfológico. Reduz pequenas descontinuidades na máscara.
  • Simplificação. Reduz vértices sem alterar a forma geral do contorno.

8. Batimetria derivada de satélite, SDB

A aba SDB estima profundidade a partir da resposta espectral da imagem. O HydroSky disponibiliza modelos calibrados por amostras locais e modelos exploratórios. A escolha do modelo considera disponibilidade de amostras, qualidade óptica da cena, distribuição espacial dos pontos, profundidade máxima opticamente detectável e finalidade do produto.

Modelos calibrados exigem amostra batimétrica local. Sem amostra local, os resultados são tratados como exploratórios e restritos à triagem e ao planejamento.
Campo ou escolha da aba SDBO que significaComo preencher ou usar
Imagem fonteImagem georreferenciada usada para estimar a profundidade.Use a imagem baixada pelo HydroSky ou carregue GeoTIFF, JP2, VRT, IMG ou NPZ próprio. Os produtos seguem o CRS da imagem carregada.
Amostra treino e validaçãoArquivo com profundidades locais usado para ajustar e validar os modelos supervisionados.Carregue CSV, TXT ou TSV pelo importador assistido. Para amostras x,y, as coordenadas precisam estar no mesmo CRS da imagem. Para amostras row,col, informe linha e coluna do pixel.
Stumpf calibrado por amostraModelo empírico de razão logarítmica entre bandas, calibrado com profundidades locais.Use como modelo clássico para águas rasas e opticamente favoráveis. Avalie RMSE, viés e resíduos, principalmente quando houver fundo variável ou turbidez heterogênea.
Lyzenga calibrado por amostraModelo log-linear multibanda ajustado com amostras locais.Use preferencialmente com bandas visíveis, como azul, verde e vermelho. NIR e SWIR1 exigem cautela em testes controlados.
Random Forest com amostraModelo supervisionado não linear baseado em múltiplas árvores de decisão.Indicado quando há amostras numerosas e bem distribuídas. Usa bandas raster como preditores e pode representar relações espectrais não lineares. A validação aleatória por pixel pode ser otimista se as amostras forem muito agrupadas.
Regressão linear múltipla com amostraModelo linear multibanda ajustado diretamente sobre as amostras.Use como referência simples, transparente e interpretável. Desempenho inferior aos modelos não lineares pode indicar relação espectral complexa.
KNN com amostraModelo supervisionado que estima a profundidade por proximidade espectral entre pixels e amostras.Use quando houver boa densidade amostral e padrões espectrais locais. Pode reproduzir variações locais, mas depende da representatividade das amostras e pode suavizar transições.
LUT semi analítica exploratória, não é produto operacionalTabela de busca que combina reflectância normalizada, termo de água profunda estimado, atenuação efetiva, classes discretas de fundo e profundidade.Use somente para diagnóstico exploratório ou comparação metodológica. A LUT não implementa inversão RTE parametrizada com SRF oficial por sensor, nem propaga orçamento formal de incerteza por pixel. Não participa da seleção de produto SDB liberável.
Método físico simplificado, somente triagemInversão óptica simplificada para água clara, com parâmetros assumidos de atenuação e reflectância de fundo.Use apenas quando não houver amostras e a finalidade for triagem preliminar. Produto restrito à triagem preliminar.
Fração de validaçãoParte das amostras reservada para validação do modelo.Valor padrão: 0,30. Para comparação com fluxos supervisionados convencionais, 0,25 também é comum. Valores maiores ampliam a validação e reduzem o treino.
Atenuação verde do método simplificadoParâmetro k da banda verde usado no método físico simplificado.Valor padrão: 0,080. Aumentar o valor reduz a profundidade estimada para a mesma reflectância. Use somente se houver justificativa óptica ou calibração local.
Reflectância de fundo do método simplificadoReflectância representativa do fundo raso usada na inversão física simplificada.Valor padrão: 0,300. Representa fundo claro em água rasa. Valores inadequados podem deslocar toda a profundidade estimada.
Natureza vertical dos valores importadosDefine se a coluna importada representa profundidade abaixo da superfície d’água ou cota do fundo referida a um datum vertical.Escolha profundidade quando o arquivo contiver distância entre a superfície d’água e o fundo. Escolha cota do fundo somente quando houver datum vertical e nível d’água da imagem, pois a profundidade observada é calculada por d = H_água − Z_fundo.
Sinal da profundidade no arquivoIndica se os valores de profundidade no arquivo estão positivos ou negativos para baixo.Informe explicitamente o sinal presente no arquivo. O HydroSky padroniza internamente todas as amostras como profundidade positiva para baixo antes do treino, validação e filtragem. Não use detecção automática como procedimento operacional.
Stumpf: X = ln(n * R_blue) / ln(n * R_green) z = beta0 + beta1 * X Lyzenga: z = a0 + a1 ln(R_blue) + a2 ln(R_green) + a3 ln(R_red) + ... Regressão linear múltipla: z = a0 + a1 R_blue + a2 R_green + a3 R_red + ... Random Forest e KNN: z = f(R_blue, R_green, R_red, R_nir, R_swir1, R_swir2)
O melhor modelo espectral é selecionado pela validação interna, considerando RMSE, MAE, viés, R², cobertura, estabilidade entre repetições e número de amostras. A validação externa, quando disponível, é apresentada como complementar. Declarações de independência e proveniência não são prova automática de independência física de campanha e não habilitam, por si, produto operacional.

8.1. Entrada SDB, mapeamento espectral e rastreabilidade radiométrica vinculante

Antes do treino, o HydroSky avalia a elegibilidade radiométrica da imagem. Essa avaliação verifica a coerência entre sensor, nível de processamento, representação dos valores, mapeamento de bandas, metadados e política de execução. Uma imagem aceita pelo portão radiométrico é apenas candidata à etapa seguinte de qualificação estatística, não um produto SDB aprovado.

Campo ou escolhaO que significaComo preencher ou interpretar
Imagem fonteRaster georreferenciado usado pela SDB.Use produto multibanda com CRS e transformada espacial. Imagens RGB renderizadas, índices derivados e arquivos sem origem rastreável podem ser bloqueados no modo estrito.
Perfil de mapeamento espectralAssocia as bandas físicas do arquivo aos nomes canônicos blue, green, red e nir.Use automático somente quando descrições semânticas válidas ou interpretação RGB do raster comprovarem a ordem. Para arquivo sem metadados, selecione explicitamente o perfil compatível com as bandas físicas.
Sensor declaradoPerfil de sensor usado para conferir bandas, níveis de produto e regras de entrada.Selecione o perfil que corresponda ao dado. Sentinel-2 MSI L2A e Landsat OLI Collection 2 Level 2 podem ser candidatos ao fluxo estrito. CBERS-4A MUX e sensor genérico permanecem restritos à pesquisa nesta distribuição.
Nível de processamentoIdentifica a classe de produto informada pelos metadados, como L2A, S2MSI2A ou C2_L2.Preencha somente para complementar metadado ausente. Se houver conflito entre declaração e metadados do raster ou sidecar, o modo estrito bloqueia o processamento.
Representação de entradaDistingue reflectância de superfície de DN escalonado.Selecione reflectância de superfície quando a imagem já estiver em unidade radiométrica compatível. Para DN escalonado, a fórmula de escala e offset precisa estar documentada no produto ou declarada de forma verificável.
Política de execuçãoDefine o nível de exigência aplicado à entrada radiométrica.Estrito interrompe a SDB quando faltarem evidências de sensor, produto, escala, banda ou data. Pesquisa e Diagnóstico permite, sob confirmação explícita e justificativa técnica, o processamento exclusivamente diagnóstico de determinadas restrições radiométricas. Falhas estruturais, índices derivados, mapeamento ambíguo e incompatibilidades de bandas continuam bloqueados.
Confirmação de metadadosRegistra a conferência feita pelo operador.Marque apenas após revisar sensor, produto, escala e aquisição. A confirmação não substitui metadados, validade radiométrica, datum, incerteza, validação externa ou aceitação contratual.
Confirmação para Pesquisa e DiagnósticoRegistra a ciência do operador sobre restrições radiométricas da entrada.Marque somente quando a finalidade for diagnóstico técnico. A confirmação não torna a imagem radiometricamente qualificada e não habilita produto operacional.
Justificativa técnicaRegistra o motivo do processamento diagnóstico.Informe justificativa objetiva com no mínimo 30 caracteres. O texto é registrado no terminal, nos metadados e no relatório técnico.

8.1.1. Perfis de mapeamento de bandas

Perfil apresentado na interfaceUso típicoCautela
Automático por metadados ou interpretação RGBRaster com descrição de banda, códigos espectrais reconhecíveis ou interpretação de cor RGB consistente.Não use para resolver ambiguidade. Ausência de descrição ou conflito entre metadados exige perfil explícito.
B1 azul, B2 verde, B3 vermelho, B4 NIRPilha multiespectral de quatro bandas organizada em azul, verde, vermelho e infravermelho próximo.Confirme a ordem no produto de origem. Não deduza a identidade da banda apenas pela posição quando houver metadados conflitantes.
B1 vermelho, B2 verde, B3 azulComposição True Color convencional.Serve para leitura RGB, mas uma composição renderizada não equivale automaticamente a reflectância de superfície apropriada para SDB.
B1 azul, B2 verde, B3 vermelhoPilha de três bandas cuja ordem física foi documentada.Sem NIR, algumas máscaras e correções auxiliares ficam limitadas. Confirme o produto e a finalidade antes da SDB.
NDWI, MNDWI, NDVI, AWEI e outros índices derivados não são pilhas espectrais de entrada para SDB. Eles podem ser úteis para máscara, contorno ou diagnóstico, mas não devem ser apresentados como reflectância multibanda para ajuste batimétrico. Índices derivados permanecem indisponíveis como entrada SDB, inclusive em Pesquisa e Diagnóstico, porque não preservam uma pilha espectral multibanda adequada ao ajuste batimétrico.

8.1.2. DN escalonado e metadados de aquisição

O modo estrito não deve assumir escala ou offset nulos. Para Sentinel-2 em DN, a transformação precisa conter os parâmetros radiométricos pertinentes do produto, como valor de quantificação e offset de reflectância. Para Landsat Collection 2 Level 2, os parâmetros de escala e offset do produto devem ser preservados. Quando essa cadeia não puder ser comprovada, a entrada pode ser tratada exclusivamente em Pesquisa e Diagnóstico, desde que atenda às condições documentadas nesta seção.

Rastreabilidade mínima. O registro técnico deve permitir recuperar origem do raster, identificação do arquivo, sensor, nível de produto, representação radiométrica, mapeamento de bandas, data e hora de aquisição, CRS, datum vertical, nível da água quando aplicável e decisão documentada para o processamento.

8.1.3. Pesquisa e Diagnóstico

A modalidade Pesquisa e Diagnóstico permite avaliar determinadas entradas com restrições radiométricas documentadas quando a finalidade for investigação técnica, comparação metodológica ou planejamento. A execução requer confirmação explícita do operador e justificativa técnica registrada. Ela não transforma a imagem em entrada radiometricamente qualificada.

SituaçãoCondição para processamento diagnósticoLimites permanentes
Sensor não reconhecido, metadados incompletos, DN sem fórmula radiométrica qualificada ou composição RGB renderizadaO mapeamento espectral deve estar definido, o operador deve confirmar ciência das limitações e registrar justificativa técnica.O resultado é exclusivamente consultivo. Não representa produto SDB qualificado, uso hidrográfico, uso navegacional, aceitação contratual, modelo reutilizável ou análise multitemporal.
Modelos permitidosPodem ser utilizados métodos empíricos calibrados por amostras, como Stumpf, Lyzenga, regressão linear múltipla, Random Forest e KNN, quando as bandas exigidas estiverem disponíveis.O ajuste estatístico não comprova rastreabilidade radiométrica ou validade fora da área e da amostra avaliadas.
Modelos indisponíveis nessa condiçãoMétodos físico simplificado e semi analíticos não são utilizados quando houver restrição radiométrica.Esses métodos dependem de pressupostos radiométricos que não podem ser estabelecidos de forma suficiente nessa situação.
Índices derivados, mapeamento ambíguo, bandas insuficientes, arquivo inválido ou conflito de metadadosNão há processamento diagnóstico para essas condições.A entrada deve ser corrigida, substituída ou documentada adequadamente antes de nova tentativa.
Resultados obtidos em Pesquisa e Diagnóstico descrevem o ajuste entre a imagem selecionada e as amostras utilizadas. Eles não demonstram rastreabilidade radiométrica, capacidade de generalização espacial, validade hidrográfica, aptidão para navegação ou conformidade contratual.

9. Parâmetros científicos dos modelos SDB

O painel de parâmetros científicos controla a validação, a configuração dos modelos empíricos, os limites do modelo semi analítico e o referencial vertical. Esses campos documentam o processamento e são preenchidos conforme a finalidade do produto.

ParâmetroO que significaComo preencher ou interpretar
Estratégia de validaçãoForma de separar amostras de treino e validação.Aleatória por pixel facilita comparação com fluxos supervisionados convencionais. Blocos espaciais reduz dependência espacial. Blocos espacialmente disjuntos reserva uma região contínua para validação e é obrigatória para a interpolação assistida por amostras locais.
Filtro de profundidade da amostraRestringe explicitamente a faixa de profundidade usada no treino e validação.Permanece desativado por padrão. Quando ativado, atua somente depois da importação ter padronizado a coluna depth como profundidade positiva para baixo. O relatório informa as amostras removidas.
Triagem de sinal espectral de profundidadeAvalia os pares visíveis azul/verde, azul/vermelho e verde/vermelho e seleciona a associação mais forte com as profundidades amostradas.O limiar padrão de 0,20 é uma heurística operacional preventiva de aptidão, configurável pelo operador, não um limite normativo nem garantia de qualidade. Quando nenhum par demonstra sinal mínimo, os modelos SDB calibrados são bloqueados. A ausência de sinal não é corrigida por interpolação espacial, suavização ou ajuste de modelo.
Correção NIR de sunglintCorreção conservadora aplicada às bandas visíveis dos modelos calibrados quando a relação NIR-visível é compatível com brilho especular.Ative somente após inspeção da cena e confirmação de brilho especular sobre a água. O controle inicia desativado para evitar correção indevida em cenas sem sunglint relevante. A correção é registrada no relatório e não substitui seleção de cena adequada, máscara de qualidade ou avaliação dos resíduos.
Interpolação assistida por amostras locais, bandas + X,Y, não é SDBModelo de reconstrução local que usa coordenadas espaciais e bandas como preditores.Não representa batimetria derivada somente da resposta espectral e não é transferível para outra época. Use apenas para análise local de apoio, com validação espacialmente disjunta. O resultado é reportado separadamente de SDB.
Tamanho do bloco, pxDimensão dos blocos usados na validação espacial.Valor padrão: 16 px. Use valores maiores para separação espacial mais rígida. Só afeta a estratégia por blocos.
Stumpf n, escalaConstante de escala usada dentro dos logaritmos do modelo de razão.Valor padrão: 1000. Mantém os argumentos do logaritmo positivos e estáveis. Alterações são registradas no relatório.
Bandas LyzengaBandas usadas no ajuste log-linear.Configuração recomendada: blue, green e red. NIR e SWIR1 podem ser marcadas apenas em avaliação controlada, pois tendem a representar água, sombra, terra ou atmosfera mais do que profundidade.
Profundidade máxima semi analítica, mLimite superior da busca de profundidade no modelo semi analítico.Valor padrão: 35 m. É definido de forma compatível com a transparência da água, a profundidade esperada e o limite óptico da cena.
Passo da tabela semi analítica, mIntervalo entre profundidades testadas na tabela de busca.Valor padrão: 0,25 m. Passos menores aumentam a resolução da busca e o custo computacional.
Confiança mínima semi analíticaLimiar mínimo para aceitar um pixel no modelo semi analítico.Valor padrão: 0,18. Valores maiores tornam a saída mais restritiva. Valores menores aumentam cobertura, mas podem aceitar pixels menos confiáveis.
Resíduo espectral máximoErro máximo permitido entre espectro observado e espectro simulado na tabela semi analítica.Valor padrão: 0,065. Valores menores aumentam o rigor e reduzem a quantidade de pixels aceitos.
Correção conservadora de sunglintCorreção para reduzir brilho especular usando informação do NIR quando disponível.Mantenha ativada quando houver brilho solar sobre a água. Em cenas sem NIR válido ou sem sunglint relevante, o efeito pode ser pequeno.
Modelo semi analítico por tabela de busca: R_obs ≈ R_inf + (R_fundo - R_inf) * exp(-g * z) Critérios de aceitação: resíduo_espectral ≤ limite definido confiança ≥ confiança mínima z ≤ limite óptico local
A LUT semi analítica pode apoiar interpretação exploratória, mas não equivale a uma inversão radiativa completa. Profundidade confiável, acurácia vertical e qualquer uso hidrográfico exigem dados de controle, análise de incerteza e avaliação independente.

9.1. Seleção automática, Random Forest e pós-processamento visual

A seleção automática aplica critérios de elegibilidade aos modelos empíricos e supervisionados. Os limites são parâmetros de controle do projeto, não garantias normativas. Reduzi-los apenas para obter saída visualmente contínua é metodologicamente inadequado.

CampoFunçãoInterpretação técnica
Perfil de preditores Random ForestSeleciona a composição de atributos do Random Forest.Comparar RF visível e multiespectral executa perfis sem coordenadas X,Y. RF somente bandas visíveis usa azul, verde e vermelho. RF multiespectral empírico pode incluir NIR e SWIR quando disponíveis. RF histórico existe para reprodução diagnóstica e não pode liberar produto final.
Interpolação assistida por amostras locais, bandas + X,YAtiva reconstrução espacial local combinando coordenadas e bandas.Não é SDB espectral, não participa da seleção automática de SDB, não deve alimentar análise multitemporal e requer validação por blocos espacialmente disjuntos.
Fração de validação internaPercentual das amostras reservado ao teste interno.O valor padrão de 0,30 deixa cerca de 70 por cento para treino. O desenho espacial da validação é mais importante que a divisão aleatória quando há autocorrelação entre pontos.
Estratégia de validaçãoDefine a separação entre treino e validação.Aleatória por pixel facilita comparação, mas pode ser otimista. Blocos espaciais reduzem dependência local. Blocos espacialmente disjuntos reservam região contínua e são obrigatórios para interpolação assistida por amostras locais.
Tamanho do bloco, pxDimensão do bloco usada na separação espacial.Aumentar o tamanho amplia a separação espacial e pode reduzir o número de amostras de validação. Escolha valor compatível com a resolução e a escala de autocorrelação da área.
Filtro de profundidade de treinoRestringe explicitamente a faixa de amostras usada no ajuste.Ative apenas com justificativa óptica ou de escopo. O filtro não corrige falta de sinal espectral e não deve ocultar desempenho ruim em faixas excluídas.
Mínimo de amostras, cobertura, R², RMSE, NRMSE, viés e RMSE por faixaCritérios de elegibilidade da seleção automática.Todos são avaliados conjuntamente. Cobertura representa a proporção de validações válidas. O RMSE por faixa evita aceitar modelo que falha sistematicamente em parte do intervalo de profundidade.
Triagem de sinal espectralVerifica associação mínima entre pares visíveis e profundidade.O limiar padrão é heurística preventiva. Ausência de sinal não deve ser compensada por interpolação, suavização ou modificação arbitrária de hiperparâmetros.
Correção NIR de sunglintAplica correção auxiliar às bandas visíveis dos modelos calibrados quando houver NIR adequado.Ative somente após inspeção da cena e confirmação de brilho especular sobre a água. O controle inicia desativado para evitar correção indevida em cenas sem sunglint relevante. A correção é registrada no relatório e não substitui seleção de cena adequada, máscara de qualidade ou avaliação dos resíduos.
Suavização pós-modelo somente para visualizaçãoGera uma superfície suavizada auxiliar para inspeção visual.Permanece desativada por padrão. A superfície bruta permanece o produto principal recomendado e a referência das métricas. A superfície suavizada é exportada com identificação explícita de visualização auxiliar, não altera o ajuste do modelo, não melhora métricas e não pode ser usada para justificar liberação da SDB.
A seleção automática repete a validação espacial e considera mediana, dispersão e pior desempenho observado. Ainda assim, resultados internos favoráveis não equivalem a validação externa independente nem a comprovação de atendimento a requisitos hidrográficos.

10. Amostras de treino, importação e validação

As amostras podem ser fornecidas em coordenadas georreferenciadas ou por linha e coluna da imagem. O importador assistido permite definir separador, cabeçalho, linhas ignoradas, colunas de posição, coluna de valores verticais, natureza vertical, sinal no arquivo e porcentagem usada no treino.

Padronização interna. Depois da confirmação explícita do operador, o HydroSky grava a amostra padronizada com a coluna depth sempre como profundidade positiva para baixo. O motor SDB não recebe novamente o sinal original do arquivo.
Campo do importadorO que significaComo preencher
SeparadorCaractere que divide as colunas do arquivo.Use automático quando houver dúvida. Se a prévia ficar incorreta, selecione vírgula, ponto e vírgula, tabulação ou espaço.
Linhas iniciais a ignorarNúmero de linhas descartadas antes da leitura da tabela.Use para remover comentários, unidades ou cabeçalhos externos antes da linha de dados.
Usar primeira linha restante como cabeçalhoDefine se a primeira linha lida contém nomes das colunas.Mantenha marcado quando o arquivo tiver cabeçalho. Desmarque quando a primeira linha já for dado numérico.
Porcentagem para treinoPercentual das amostras usado no ajuste dos modelos calibrados.O restante é reservado para validação do modelo. Para 75 por cento treino e 25 por cento validação, use 75.
X ou longitudeCoordenada horizontal da amostra.Use para dados georreferenciados. Precisa estar no mesmo CRS da imagem carregada ou baixada.
Y ou latitudeCoordenada vertical da amostra.Use junto com X ou longitude. Não misture x,y com row,col na mesma importação.
Linha do pixelÍndice de linha da imagem.Use apenas para amostras já referenciadas por pixel.
Coluna do pixelÍndice de coluna da imagem.Use junto com linha do pixel.
Coluna de valor verticalColuna que contém profundidade ou cota do fundo.Selecione a coluna numérica correspondente e depois informe a natureza vertical e o sinal presentes no arquivo.
Natureza vertical dos valores importadosDistingue profundidade observada de cota do fundo.Para profundidade abaixo da superfície d’água, informe apenas o sinal do arquivo. Para cota do fundo referida ao datum, informe também datum vertical e nível d’água da imagem antes de aplicar a amostra.
Sinal da profundidade no arquivoDefine se a profundidade no arquivo é positiva ou negativa para baixo.Escolha explicitamente uma opção. Exemplos: 7,80 com positiva para baixo e −7,80 com negativa para baixo são ambos convertidos internamente para 7,80 m.
Atualizar préviaReprocessa a prévia da tabela após ajustes de leitura.Use sempre que alterar separador, cabeçalho ou linhas ignoradas.
Aplicar amostraGrava a amostra padronizada para uso na SDB.Execute apenas depois de conferir posição, profundidade e quantidade de linhas válidas. O mínimo operacional é 30 amostras válidas.
Formato georreferenciado: x, y, depth Formato por pixel: row, col, depth RMSE = sqrt[ média((z_pred - z_obs)^2) ] MAE = média(|z_pred - z_obs|) Viés = média(z_pred - z_obs) R2 = 1 - soma((z_pred - z_obs)^2) / soma((z_obs - média(z_obs))^2)
A validação por divisão aleatória ou por blocos espaciais é um controle estatístico do modelo com amostras do projeto. Ela não equivale automaticamente à validação hidrográfica externa. Aplicações normativas, cartográficas, dragagem, segurança da navegação ou aceitação contratual requerem dados independentes de controle, referência vertical declarada, avaliação de THU e TVU, análise de resíduos e metadados completos.
Validação externa por pixel da imagem de entrada. A base externa é agregada conforme a grade do raster efetivamente usado na modelagem, seja Sentinel, CBERS, ortofoto, drone ou outro produto georreferenciado. A seleção do modelo permanece interna. As declarações de independência espacial e temporal, juntamente com a fonte e a época dos dados, são registradas como informação de proveniência. Elas não transformam automaticamente a avaliação em validação externa auditada nem tornam suas métricas evidência principal de desempenho hidrográfico.

10.1. Referencial vertical, nível da água e incerteza

O datum vertical, o nível d’água e o sinal do arquivo são informações distintas. O sinal é resolvido na importação. O datum e o nível d’água são usados depois, na redução vertical da superfície estimada e, quando aplicável, na conversão física de cotas do fundo para profundidade observada.

Para cota do fundo referida ao datum: d_observada = H_água − Z_fundo Para redução de profundidade observada ao datum: d_datum = d_observada − h

A profundidade SDB representa a profundidade estimada no instante de aquisição da imagem. Para uso hidrográfico, essa profundidade é relacionada a um datum vertical declarado, com registro da fonte do nível da água, data, método de redução e incerteza associada.

CampoO que significaComo preencher
Datum verticalReferência vertical à qual a profundidade será relacionada.Informe o datum usado no projeto, por exemplo nível de redução, datum hidrográfico local, nível médio ou outro referencial definido.
Nível de água na imagem, mAltura da superfície da água no instante da imagem em relação ao datum informado.Informe em metros. Valor positivo indica água acima do datum, conforme convenção declarada no projeto.
Incerteza do nível, 1σ, mIncerteza padrão associada ao nível de água informado.Use valor compatível com a fonte do nível. Se não houver estimativa, mantenha vazio e registre a limitação no relatório.
Fonte do nível ou maréOrigem da informação de nível de água.Selecione estação maregráfica, modelo de maré, régua limnimétrica, sensor de pressão, altimetria ou não informado.
Data e hora UTC da imagemInstante de aquisição usado para relacionar imagem e nível da água.Informe em UTC quando disponível. Esse campo documenta a redução vertical.
Convenção recomendada: profundidade positiva para baixo nível da água positivo quando a superfície está acima do datum Redução de profundidade observada ao datum: d_datum = d_observada - h_água Estimativa vertical preliminar: U95 preliminar ≈ 1,96 * sqrt(RMSE_modelo^2 + u_nível^2)
Interpretação. Se a imagem foi adquirida com o nível da água acima do datum, a profundidade reduzida ao datum tende a ser menor que a profundidade observada no instante da imagem. Essa relação depende da convenção adotada e é explicitada no relatório.
A U95 vertical calculada a partir do RMSE do modelo e das incertezas informadas no projeto é uma estimativa parcial, não uma TVU formal. Ela não substitui validação hidrográfica externa, avaliação formal de THU, propagação completa de incertezas instrumentais, ambientais e metodológicas, nem comprovação de conformidade com a IHO S-44.

10.2. Validação externa por pixel e proveniência documental

A validação externa compara a predição do modelo com uma base de controle agregada na grade do raster usado na SDB. A agregação por pixel evita que múltiplas sondagens com o mesmo vetor espectral sejam tratadas como observações independentes. A seleção do modelo permanece baseada na validação interna configurada no projeto.

Campo ou condiçãoFunçãoInterpretação
Validação externa por pixel da imagemArquivo adicional de profundidades de controle.Carregue arquivo com posição e valor vertical compatíveis com a imagem. O sistema relaciona os pontos à grade do raster efetivamente usado, não a uma grade genérica.
Declaro independência espacialRegistra a declaração do operador sobre separação espacial entre treino e controle.Não equivale a prova. O campo só deve ser marcado quando existir justificativa técnica e documentação verificável.
Declaro independência temporalRegistra a declaração do operador sobre separação temporal entre treino, controle e imagem.Não equivale a prova. Diferenças de data podem introduzir mudança real do fundo, nível d’água ou condição óptica distinta.
Registro da independência externaCampo descritivo para fonte, época e justificativa.Descreva a origem dos dados, período, método de levantamento, datum e motivo pelo qual o conjunto é independente. O campo é complementar à documentação formal.

10.2.1. Estado da validação externa

Mesmo quando as declarações de independência forem informadas, o HydroSky não rotula automaticamente a validação externa como qualificada. O estado máximo registrado pelo software é validação externa declarada, pendente de auditoria documental. Esse estado não habilita produto hidrográfico operacional, navegação, aceitação contratual ou alegação de conformidade IHO.

A declaração do operador, mesmo acompanhada de campanha e datas distintas, não prova independência física da validação externa. O HydroSky registra esse estado como validação externa declarada, pendente de auditoria documental. Esse registro não habilita automaticamente produto operacional, aceitação hidrográfica ou rótulo de validação externa qualificada.
Elemento de proveniênciaFinalidade
Identificador de campanhaDistingue formalmente a campanha externa da campanha de treino.
Data inicial e final do levantamentoPermite avaliar compatibilidade temporal com a aquisição da imagem e com o treino.
CRS e datum verticalPermitem verificar a compatibilidade espacial e vertical dos valores comparados.
Responsável técnicoPermite rastrear a origem institucional e técnica da referência.
Hashes dos arquivos fontePermitem conferir integridade e identificar os arquivos usados na validação.
Dados da mesma campanha, cópias renomeadas, subconjuntos sem documentação ou conjuntos somente declarados não demonstram independência física. Eles podem ser úteis como controle complementar, mas não devem ser apresentados como validação externa auditada.

11. Produtos de saída

MóduloProdutosObservação
Configurações GeraisRegião de Interesse em GeoJSON, imagem multibanda, prévia e metadados.Base de rastreabilidade do projeto.
Diagnóstico Bio-ópticoMapa de clareza óptica relativa, índice relativo de turbidez, NDTI, NDVI de água, tabelas e metadados.Indicadores preliminares para triagem e planejamento.
Extração de ContornoMáscara, índice espectral, GeoJSON, SHP, DXF, XYZ, GeoTIFF e PNG.O contorno requer revisão visual antes do uso técnico.
SDBSuperfície de profundidade predita, métricas de validação, prévia, modelo selecionado, metadados e produtos auxiliares compatíveis com o método. Quando a suavização visual for ativada, a superfície bruta permanece preservada.A validação refere-se à predição do modelo antes de qualquer suavização visual. Suavização não aumenta a acurácia, não corrige modelo reprovado e não transforma saída exploratória em produto qualificado.
SDB em Pesquisa e DiagnósticoSuperfície diagnóstica, métricas, prévia e metadados associados à entrada e à justificativa técnica registrada.Produto exclusivamente consultivo. Não representa produto hidrográfico, navegacional, operacional ou contratual; não habilita modelo reutilizável ou análise multitemporal.
SDB reduzida ao datumSuperfície predita relacionada ao datum vertical declarado, quando os campos verticais forem informados e coerentes.A redução depende do nível de água, da incerteza associada, da fonte, da data da imagem e da convenção de sinal. A redução vertical não substitui TVU formal nem validação hidrográfica externa.
Análise multitemporalMDT SDB da nova época, mapa de diferença de profundidade, mapa de diferença de cota do fundo, classes de mudança, volumes aparentes, métricas, prévia e metadados de verificação espacial.Produto comparativo condicionado à congruência espacial, datum comum, nível da água, compatibilidade radiométrica e domínio de aplicação do modelo SDB.
RelatórioRelatório técnico em HTML.Consolida métodos, parâmetros, produtos, limitações e rastreabilidade.

11.1. Pós-processamento opcional para visualização da SDB

A opção Aplicar suavização pós-modelo somente para visualização permanece desativada por padrão. Quando ativada, ela reduz ruído de alta frequência em pixels de água para facilitar inspeção visual. A predição bruta permanece o produto principal recomendado, a referência de rastreabilidade e a superfície à qual se vinculam as métricas. A superfície suavizada é exportada apenas como produto auxiliar de visualização, com nome explícito.

ElementoDescriçãoInterpretação correta
Superfície brutaPredição direta do modelo antes da suavização.É a referência para comparar o ajuste do modelo com as amostras de validação.
Visualização suavizadaRepresentação auxiliar obtida com perfil leve ou moderado, restrita à máscara de água.É exportada com identificação explícita de visualização auxiliar. Não substitui a superfície bruta, nem deve ser usada para alegar melhora de RMSE, MAE, viés ou capacidade de detectar feições.
Mapa de confiançaIndicador relativo de 0 a 1 associado à qualidade local da superfície e à proximidade de bordas e condições radiométricas.Não é uma incerteza absoluta calibrada e não equivale a U95, TVU ou TPU.
Perfis disponíveisLeve e moderada.Use somente após examinar a superfície bruta. A suavização pode atenuar canais, degraus e formas pequenas do fundo.
Rastreabilidade da acurácia. RMSE, MAE, viés e R² são métricas do modelo contra as amostras, não da aparência visual suavizada. Mantenha a superfície bruta disponível para revisão técnica e auditoria.
A suavização não corrige um modelo reprovado, não resolve ausência de sinal espectral e não torna a saída adequada para navegação ou aceitação hidrográfica.

12. Análise multitemporal

A aba Análise multitemporal permite reaplicar o modelo SDB selecionado em uma imagem de outra época, preferencialmente posterior, para produzir uma nova superfície batimétrica estimada e compará-la com uma superfície SDB de referência da mesma área. O resultado deve ser interpretado como mudança morfológica aparente, condicionada à qualidade óptica das imagens, à congruência espacial, à compatibilização vertical e ao domínio de validade do modelo.

A análise multitemporal não comprova, isoladamente, assoreamento, erosão ou alteração sedimentar real. Diferenças entre épocas podem ser causadas por turbidez, correção atmosférica, sunglint, sombra, vegetação aquática, mudança de fundo, nível da água, datum vertical, ruído radiométrico, deslocamento espacial ou extrapolação do modelo SDB. Para uso quantitativo, recomenda-se validação independente na nova época.
Produtos gerados em Pesquisa e Diagnóstico não podem ser usados como superfície de referência, manifesto de modelo ou imagem de nova época na análise multitemporal. A comparação entre épocas requer rastreabilidade radiométrica compatível nas entradas utilizadas.
EntradaO que significaComo preencher ou usar
Manifesto do modelo SDBArquivo JSON que documenta o melhor modelo selecionado na etapa SDB, incluindo método, variáveis, bandas, métricas, parâmetros, domínio espectral, produtos recomendados e política de reaplicação.Selecione o arquivo sdb_best_model_manifest.json gerado pela SDB. Para Random Forest e KNN, mantenha o arquivo .joblib correspondente junto ao manifesto.
MDT SDB de referênciaSuperfície batimétrica da época de referência, usada como base para a comparação.Use preferencialmente o produto recomendado e reduzido ao datum, quando disponível. Evite misturar superfície bruta de uma época com superfície suavizada de outra sem registrar a limitação.
Imagem da nova épocaImagem orbital georreferenciada usada para estimar a batimetria da nova data com o modelo salvo.Use imagem do mesmo sensor ou de sensor espectralmente compatível, com bandas necessárias ao modelo, boa qualidade radiométrica, baixa nuvem, baixo glint e água opticamente favorável.
Datum vertical comumReferência vertical usada para comparar as duas superfícies.Informe o mesmo datum da época de referência. Sem datum comum, a comparação volumétrica não deve ser usada como evidência quantitativa.
Nível da água da nova épocaAltura da superfície da água no instante da nova imagem em relação ao datum informado.Informe em metros, com a incerteza associada. Esse campo é necessário para reduzir a superfície da nova época ao datum comum.
Mudança mínima detectávelValor mínimo de diferença vertical usado para classificar mudança relevante.Use valor compatível com a incerteza combinada das duas épocas. Diferenças menores devem ser tratadas como indeterminadas.
Modo sintético sem georreferenciamentoPermite comparação apenas por forma matricial quando os dois produtos não possuem CRS nem transformada espacial.Use somente em testes sintéticos, demonstrações controladas ou dados artificiais. No fluxo operacional, mantenha desativado.

12.1. Pacote de modelo SDB

Ao executar a SDB, o HydroSky registra um manifesto do modelo selecionado. Esse manifesto documenta a forma como o modelo foi ajustado e fornece os elementos necessários para reaplicação em outra imagem, respeitando as mesmas variáveis preditoras, bandas, normalização e critérios de validade.

Conteúdo do manifestoFinalidade técnica
Método selecionado, métricas e critério de escolhaPermite identificar o modelo usado e a qualidade estatística observada na validação.
Bandas e variáveis preditorasGarante que a nova imagem forneça os mesmos elementos usados no treinamento.
Coeficientes ou artefato treinadoPermite reaplicação do modelo. Modelos paramétricos usam coeficientes. Random Forest e KNN usam artefato serializado.
Domínio espectral e faixa de profundidadeDefine os limites de uso do modelo e apoia alertas de extrapolação.
Metadados espaciais e verticaisApoiam rastreabilidade, compatibilização de datum e controle de congruência espacial.
Para Random Forest e KNN, o manifesto JSON deve ser acompanhado do arquivo .joblib. O JSON documenta o modelo, mas o artefato serializado preserva o estimador treinado.

12.2. Verificação espacial obrigatória

Antes de calcular diferenças, o HydroSky verifica se a superfície de referência e a superfície da nova época são espacialmente congruentes. A comparação considera forma matricial, CRS, transformada espacial, resolução, extensão e presença de georreferenciamento.

CritérioCondição exigidaRisco quando falha
CRSAs duas superfícies devem estar no mesmo sistema de referência.Diferenças podem representar posição incompatível, não mudança do fundo.
Transformada espacialOrigem, orientação e tamanho de pixel devem ser compatíveis.Um deslocamento horizontal pode gerar falso assoreamento ou falsa erosão.
ResoluçãoO tamanho do pixel deve ser compatível nas duas épocas.Volumes podem ser calculados com área de pixel incorreta.
ExtensãoA área comparada deve ocupar a mesma posição espacial.Pixels de locais diferentes podem ser subtraídos indevidamente.
GeorreferenciamentoProdutos operacionais devem possuir CRS e transformada espacial.Sem georreferenciamento, a comparação é apenas matricial e não espacial.
Produtos com a mesma quantidade de linhas e colunas não são necessariamente comparáveis. Em análise multitemporal, a congruência espacial é requisito básico. A comparação apenas por matriz é aceita somente em modo sintético explicitamente selecionado.

12.3. Cálculo de diferenças e volumes aparentes

Diferença de profundidade: Delta_z_profundidade = z_epoca_2 - z_epoca_1 Conversão para diferença de cota do fundo: Delta_cota_fundo = -Delta_z_profundidade Volume aparente de deposição: V_deposicao = soma(max(Delta_cota_fundo, 0) * area_pixel) Volume aparente de erosão: V_erosao = soma(max(-Delta_cota_fundo, 0) * area_pixel) Volume aparente líquido: V_liquido = soma(Delta_cota_fundo * area_pixel)
Interpretação do sinal. Se a profundidade é positiva para baixo, aumento de profundidade indica fundo mais baixo e pode representar erosão aparente. Redução de profundidade indica fundo mais alto e pode representar deposição aparente. A palavra aparente é essencial quando não há validação independente.

12.4. Classes de mudança

ClasseCondição geralInterpretação
Deposição aparenteDiferença de cota do fundo maior que a mudança mínima detectável.O fundo estimado ficou mais alto entre as épocas.
Erosão aparenteDiferença de cota do fundo menor que o negativo da mudança mínima detectável.O fundo estimado ficou mais baixo entre as épocas.
Estável ou indeterminadoDiferença dentro do intervalo de detecção definido.A variação não deve ser interpretada como mudança confiável.
Sem dadoAusência de pixel válido em uma ou nas duas épocas.Área excluída dos cálculos estatísticos e volumétricos.

12.5. Produtos gerados pela análise multitemporal

  • MDT SDB da nova época.
  • Mapa de diferença de profundidade.
  • Mapa de diferença de cota do fundo.
  • Mapa de classes de mudança.
  • Tabela de volumes aparentes de deposição, erosão e saldo líquido.
  • Métricas estatísticas da diferença entre superfícies.
  • Registro da verificação espacial.
  • Metadados de rastreabilidade do modelo reaplicado.
  • Prévia gráfica para revisão técnica.
A interpretação deve considerar a qualidade do modelo original, a qualidade da nova imagem, a compatibilidade entre cenas, a incerteza vertical, o nível da água, o datum comum e a presença de validação independente.

12.6. Controles do painel multitemporal

ControleFunçãoUso recomendado
Aplicar limpeza e suavização conservadoraAplica tratamento conservador à superfície da nova época antes da comparação.Mantenha a decisão registrada. O tratamento pode reduzir ruído, mas também pode atenuar feições pequenas. Compare sempre com a superfície sem tratamento quando a morfologia local for crítica.
Bloquear volume sem datum e nível de águaImpede cálculo volumétrico quando faltarem datum vertical comum ou informações de nível d’água.Mantenha ativado em aplicações técnicas. Sem redução vertical compatível, diferenças de nível podem ser confundidas com deposição ou erosão.
Permitir modo sintético sem georreferenciamentoAutoriza comparação matricial sem CRS e transformada espacial.Use somente para teste sintético ou demonstração. Não use para área real, pois pixels de mesma posição matricial podem representar locais diferentes.
Mudança mínima detectávelDefine o limiar usado para separar mudança aparente de diferença indeterminada.Escolha valor baseado na incerteza combinada das duas épocas. Não escolha limiar inferior ao nível de ruído conhecido.
Exportar análiseCopia os resultados multitemporais disponíveis para a pasta de saída.Revise CRS, transformada, datum, nível d’água e logs antes da exportação. Os volumes permanecem aparentes até validação independente.

13. Relatório técnico e rastreabilidade

O relatório técnico registra o projeto, a Região de Interesse, a imagem utilizada, a fonte dos dados, as bandas, o CRS, os parâmetros dos métodos, as métricas de validação, os produtos exportados e as limitações. A rastreabilidade é indispensável para auditoria, reprodução e avaliação técnica do produto.

O relatório distingue contorno automático, SDB exploratória, SDB calibrada, SDB com validação por amostras do projeto, SDB com validação externa e análise multitemporal. Na análise multitemporal, o relatório registra o modelo reaplicado, a nova imagem, a superfície de referência, a verificação espacial, o datum comum, o nível da água, as classes de mudança e os volumes aparentes.
Quando houver estimativa de TVU baseada no RMSE do modelo, essa informação é apresentada como estimativa preliminar de incerteza vertical. Ela não substitui validação externa com dados hidrográficos de controle, nem representa, isoladamente, comprovação de atendimento à IHO S-44. A conformidade hidrográfica exige avaliação formal de incerteza, metadados, referência vertical, controle de qualidade, cobertura, limitações operacionais e aptidão ao uso.
Conteúdo técnico registrado. O relatório apresenta, quando aplicável, sensor, data da imagem, bandas, CRS, Região de Interesse, qualidade de cena, máscara de água, método SDB, amostras de treino, amostras de validação, estratégia de validação, datum vertical, nível da água no instante da imagem, fonte da redução vertical, U95 vertical preliminar, THU quando disponível, análise multitemporal, congruência espacial, produtos exportados e limitações.
Pesquisa e Diagnóstico. Quando essa modalidade for utilizada, o relatório registra a confirmação do operador, a justificativa técnica, as restrições radiométricas identificadas, os métodos permitidos e as limitações de uso do resultado.

14. Interface, prévias e terminal

A interface do HydroSky organiza o fluxo em abas técnicas. O painel de mensagens apresenta alertas, status de operação e informações necessárias para acompanhamento do processamento. O painel de mensagens não substitui o relatório, mas auxilia o acompanhamento do processamento e a identificação de inconsistências nos dados, na Região de Interesse, nas imagens e nas amostras.

ControleFunção
Botão PreviewExibe a imagem e a Região de Interesse.
Ajustar, 100 por cento, Menos e MaisControlam o enquadramento e o zoom da prévia.
Arraste com o mouseDesloca a imagem quando há ampliação.
Ctrl e roda do mouseAplica zoom na prévia.
Limpar vistaRemove a visualização da aba sem apagar arquivos de trabalho.
ExportarGrava os produtos finais quando os resultados são consolidados.
AjudaAbre este manual técnico em HTML quando ele estiver disponível. O PDF é utilizado como alternativa quando o HTML não estiver presente. Enquanto o PDF não for regenerado a partir deste manual, ele pode conter conteúdo diferente.
Status do projeto e tabelas de métricasExibem o estado dos módulos e as métricas produzidas por cada processamento.Use como síntese visual. Para interpretação técnica, confira o terminal, os metadados, os arquivos exportados e os critérios de bloqueio registrados.
Manifesto do modelo SDBSeleciona o arquivo JSON do modelo SDB usado na análise multitemporal.
MDT de referênciaSeleciona a superfície SDB usada como época de referência na análise multitemporal.
Imagem da nova épocaSeleciona a imagem orbital usada para estimar a batimetria da nova época.
Exportar análiseCopia os produtos da análise multitemporal para a pasta de exportação, incluindo MDT da nova época, diferenças, classes de mudança, métricas, prévia e metadados disponíveis.
Permitir modo sintético sem georreferenciamentoHabilita comparação apenas por forma matricial. Deve permanecer desativado em fluxo operacional.
Mensagens de Pesquisa e DiagnósticoQuando essa modalidade é utilizada, o terminal informa as restrições radiométricas identificadas, a finalidade exclusivamente diagnóstica do processamento, a justificativa registrada e as limitações do resultado. Revise essas mensagens antes de interpretar ou exportar produtos.

14.1. Localização dos controles e fluxos de trabalho

Os controles estão organizados por etapa de trabalho. O quadro a seguir indica onde encontrar cada grupo de comandos e quais produtos podem ser gerados em cada etapa.

Aba ou grupo de controlesPrincipais comandosProdutos e finalidade
Configurações GeraisProjeto, Local, Cliente, Responsável, Pasta de saída, Região de Interesse, Preview, Limpar, Gerar relatório e Abrir pasta.Organiza o projeto, define a área analisada e reúne prévias, metadados e relatório técnico.
Download técnico e dados externosRepositório, datas, nuvem máxima, Download de imagem, ATL24 e Repositórios.Obtém imagens orbitais e referências externas quando disponíveis, sempre sujeitas às limitações documentadas de cobertura e qualidade.
Navegador da Região de InteresseCoordenadas, zoom, vista atual, desenho, limpeza e salvamento GeoJSON.Cria ou atualiza a Região de Interesse usada na consulta, no recorte e na máscara espacial.
Diagnóstico Bio-ópticoImagem, índice de clareza, ganho vermelho verde, Kd físico, profundidade alvo, fator LiDAR, Processar diagnóstico e Exportar diagnóstico.Gera indicadores relativos de clareza e turbidez para triagem de cena e planejamento.
Extração de ContornoImagem, índice, limiar, objeto mínimo, fechamento morfológico, Processar e Exportar contorno.Gera máscara de água, índices e contornos vetoriais ou raster para revisão técnica.
Importador de amostrasSeparador, linhas ignoradas, cabeçalho, porcentagem de treino, mapeamento de colunas, natureza vertical, sinal e Aplicar amostra.Padroniza amostras para calibração e validação da SDB.
SDBImagem, amostras, validação externa, métodos, perfil Random Forest, fração de validação, rastreabilidade radiométrica, confirmação e justificativa para Pesquisa e Diagnóstico, datum, nível d’água e parâmetros exploratórios.Produz predições, métricas, metadados e produtos auxiliares. Resultados obtidos em Pesquisa e Diagnóstico permanecem consultivos, mesmo quando houver ajuste estatístico favorável.
Análise multitemporalManifesto, MDT de referência, imagem da nova época, datum, níveis, incerteza, mudança mínima, limpeza e modo sintético.Produz MDT da nova época, diferenças, classes de mudança, volumes aparentes, prévias e metadados de comparação.
Prévia e terminal. Use Ajustar, 100 por cento, Menos e Mais para controlar a visualização. O terminal registra mensagens de processamento, avisos e erros. Para interpretação técnica, consulte também os metadados, os arquivos exportados e as limitações registradas no relatório.
Mensagens de bloqueio. Um bloqueio pode indicar imagem sem metadados suficientes, produto derivado, mapeamento ambíguo, sinal espectral insuficiente, ausência de dados de validação, conflito vertical ou incompatibilidade multitemporal. Leia a mensagem integralmente e corrija a entrada ou o fluxo de trabalho correspondente.

15. Limitações técnicas e boas práticas

  • SDB depende de água opticamente rasa, fundo detectável, baixa turbidez, boa correção atmosférica e amostras representativas.
  • Contornos extraídos por índices espectrais podem falhar em sombra, espuma, vegetação aquática, solo úmido, nuvem, turbidez elevada e pixels mistos.
  • Mosaicos multi-data podem combinar condições de nível d’água, turbidez e iluminação diferentes. Para SDB calibrada, prefira cenas da mesma data.
  • Stumpf e Lyzenga são modelos empíricos calibrados. Eles podem ter desempenho limitado em cenas com fundo muito variável, turbidez espacialmente heterogênea ou relações espectrais não lineares.
  • Random Forest e KNN exigem amostras suficientes, representativas e bem distribuídas. Treino com pontos agrupados pode superestimar a qualidade na validação aleatória.
  • A regressão linear múltipla é útil como referência interpretável, mas pode não representar adequadamente relações não lineares entre reflectância e profundidade.
  • A LUT semi analítica exploratória e o método físico simplificado podem apoiar triagem ou comparação metodológica quando não há amostra local. Eles não são inversão RTE completa e não dispensam validação hidrográfica.
  • Índice relativo de clareza e índice relativo de turbidez são indicadores preliminares. Para laudos ambientais ou ópticos, use dados in situ ou algoritmos calibrados.
  • Indicadores de nuvem, sombra, sunglint e turbidez são controles de triagem. Eles não substituem máscaras oficiais, inspeção visual, controle radiométrico ou validação externa.
  • A U95 vertical baseada no RMSE do modelo é parcial e não equivale a TVU formal. THU formal, controle externo e propagação completa de incertezas são tratados quando o produto tiver finalidade hidrográfica normativa.
  • O resultado depende do datum vertical, do nível da água no instante da imagem, da qualidade das amostras, da distribuição espacial dos pontos e da profundidade máxima opticamente detectável.
  • A análise multitemporal exige congruência espacial entre as superfícies. Mesmo CRS, mesma forma matricial e mesma aparência visual não bastam quando origem, transformada, resolução ou extensão divergem.
  • Volumes calculados pela análise multitemporal são volumes aparentes. Eles não representam massa sedimentar e não comprovam deposição ou erosão sem validação independente e controle de incerteza.
  • Modelos SDB reaplicados em outra época devem permanecer dentro do domínio espectral e de profundidade usado no ajuste. Mudanças de turbidez, atmosfera, fundo, glint e nível da água podem produzir diferenças aparentes sem alteração real do terreno submerso.
  • Produtos sem georreferenciamento completo não devem ser usados em análise multitemporal operacional. A comparação apenas por forma matricial é restrita a testes sintéticos explicitamente definidos.
  • Interpolação assistida por amostras locais não é SDB e não deve ser apresentada como produto espectral transferível. A validação aleatória pode inflar o desempenho quando treino e validação pertencem ao mesmo levantamento. Use validação espacialmente disjunta.
  • Quando a triagem indicar ausência de sinal espectral de profundidade, o HydroSky bloqueia SDB calibrada. Nessa situação, obtenha nova cena com melhores condições ópticas, restrinja a análise à franja opticamente rasa ou use levantamento acústico ou LiDAR batimétrico.
  • O modo estrito exige metadados coerentes. Declaração manual complementa metadado ausente, mas não deve ocultar conflito entre tags, sidecars, datas, sensor ou nível de processamento.
  • Pesquisa e Diagnóstico deve ser utilizada somente quando a finalidade diagnóstica justificar a análise e houver confirmação explícita das limitações radiométricas, com justificativa técnica registrada.
  • Resultados obtidos em Pesquisa e Diagnóstico não devem ser utilizados como evidência de aptidão hidrográfica, navegacional, contratual ou operacional. A existência de métricas internas favoráveis não altera essa limitação.
  • ATL24 e outras referências abertas são fontes complementares. Antes do uso, avalie qualidade, classe de ponto, incerteza, datum, CRS, época, penetração óptica e independência em relação ao treino.
  • Uma validação externa declarada não comprova independência física de campanha. A confirmação depende de auditoria documental do pacote de proveniência.
  • A LUT semi analítica exploratória não deve ser descrita como inversão RTE completa, nem usada para alegar conformidade hidrográfica.
  • Suavização visual não aumenta a resolução espacial, não recupera feições subpixel e não melhora automaticamente a acurácia vertical.
Não use a saída SDB sem validação externa como produto hidrográfico de precisão. O uso em projeto, dragagem, segurança da navegação ou conformidade normativa exige controle metrológico adequado.

16. Glossário técnico

TermoDefinição
AOIArea of Interest, Área de Interesse ou Região de Interesse usada para consulta, recorte e máscara dos dados.
AWEIÍndice automático de extração de água, útil para reduzir confusão com sombras e alvos escuros.
COGCloud Optimized GeoTIFF, formato GeoTIFF otimizado para leitura parcial remota.
C_optÍndice relativo de clareza óptica, adimensional quando não calibrado.
GeoTIFFRaster georreferenciado com informações espaciais embutidas.
KdCoeficiente físico de atenuação difusa descendente da luz na água, expresso em m⁻¹ quando medido ou estimado por método calibrado.
KNNK-nearest neighbors, modelo supervisionado que estima profundidade por proximidade espectral entre pixels e amostras.
LyzengaModelo log-linear multibanda para SDB calibrada com amostras locais.
MNDWIÍndice de água modificado, baseado em verde e SWIR.
NDWIÍndice de água normalizado, baseado em verde e infravermelho próximo.
NDTIÍndice normalizado de diferença de turbidez, baseado em vermelho e verde.
NodataValor usado em raster para indicar ausência de dado válido.
Random ForestModelo supervisionado não linear baseado em conjunto de árvores de decisão.
ReflectânciaGrandeza radiométrica relacionada à fração da radiação refletida por uma superfície ou alvo.
Regressão linear múltiplaModelo estatístico que relaciona profundidade a múltiplas bandas por combinação linear.
SDBBatimetria derivada de satélite, estimativa de profundidade por imagens ópticas orbitais.
SDB calibradaProduto ajustado com amostras locais de profundidade.
SDB exploratóriaProduto preliminar gerado sem validação externa suficiente para uso hidrográfico de precisão.
StumpfModelo empírico de razão logarítmica entre bandas, calibrado com amostras locais.
Datum verticalSuperfície ou referência à qual as profundidades ou elevações são reduzidas.
Nível da águaAltura da superfície da água no instante da imagem em relação ao datum adotado.
Profundidade reduzidaProfundidade convertida para o datum vertical declarado, considerando o nível da água e o datum.
Sinal da profundidade no arquivoForma numérica de registrar profundidade no arquivo, positiva ou negativa para baixo. É padronizada na importação e não substitui datum vertical.
Cota do fundoElevação do fundo referida a um datum vertical. Não é sinônimo de profundidade negativa; sua conversão para profundidade observada exige conhecer a elevação da superfície d’água.
Interpolação assistida por amostras locaisReconstrução espacial baseada em amostras locais e coordenadas X,Y, eventualmente combinadas com bandas orbitais. Não deve ser classificada como SDB nem reaplicada em outra época.
Triagem de sinal espectralVerificação da associação mínima entre resposta espectral e profundidade nas amostras. Sua ausência impede a inferência SDB calibrada transferível.
THUIncerteza horizontal total, associada à posição planimétrica do dado hidrográfico.
TVUIncerteza vertical total, associada à profundidade ou elevação reduzida.
Validação com amostras do projetoAvaliação estatística feita com subconjuntos das amostras disponíveis no próprio projeto.
Validação externaAvaliação com dados de controle agregados na grade do raster de entrada. É complementar por padrão. Declarações de independência e proveniência podem ser registradas, mas exigem auditoria documental externa e não habilitam automaticamente produto operacional.
Análise multitemporalComparação entre superfícies SDB de épocas diferentes para estimar mudanças aparentes de profundidade, cota do fundo e volume.
Congruência espacialCompatibilidade entre CRS, transformada espacial, resolução, extensão e forma matricial das superfícies comparadas.
Manifesto do modelo SDBArquivo JSON que registra o modelo selecionado na SDB, suas variáveis, métricas, parâmetros, produtos e condições de reaplicação.
Mudança aparenteDiferença estimada entre épocas que pode representar alteração morfológica ou efeito óptico, radiométrico, vertical ou espacial.
Volume aparenteVolume calculado a partir da diferença entre superfícies. Deve ser interpretado com cautela quando não houver validação independente.
Modelo reaplicadoModelo SDB treinado em uma época e aplicado a imagem de outra época, respeitando as mesmas variáveis e o domínio de validade.
STACSpatioTemporal Asset Catalog, padrão para catalogação e acesso a ativos geoespaciais.
ATL24Produto de batimetria costeira do ICESat-2. Pode fornecer referência complementar em água suficientemente clara, mas requer análise de qualidade, datum, época e compatibilidade espacial antes do uso.
Portão radiométricoControle que classifica a entrada como bloqueada, restrita à pesquisa ou candidata à etapa seguinte de qualificação, conforme sensor, produto, bandas, escala, metadados e política de execução.
Modo estritoPolítica que interrompe a SDB quando faltarem evidências suficientes sobre a cadeia radiométrica ou quando houver conflito entre declaração e metadados.
Modo pesquisaPolítica destinada a diagnóstico controlado. Permite explorar entradas não qualificadas, mas bloqueia a apresentação de produto SDB liberável.
LUT semi analítica exploratóriaTabela de busca que aproxima combinações de profundidade, fundo e coluna d’água. Não é inversão RTE parametrizada por SRF oficial nem produto operacional.
Validação externa declaradaControle externo acompanhado de declarações de independência e de proveniência. Permanece pendente de auditoria documental e não equivale a validação externa auditada.

17. Referências bibliográficas

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  • Wheaton, J. M.; Brasington, J.; Darby, S. E.; Sear, D. A. 2010. Accounting for uncertainty in DEMs from repeat topographic surveys, improved sediment budgets. Earth Surface Processes and Landforms.
  • NASA NSIDC. ICESat-2 ATL24, Global Geolocated Bathymetry Product. Produto de referência consultado por meio do fluxo ATL24 quando houver cobertura e condições ópticas adequadas.
  • SlideRule Earth. Serviço de processamento sob demanda utilizado pelo download ATL24 para a Região de Interesse.

18. Créditos e contato

Desenvolvido por Prof. Dr. Italo O. Ferreira, GPHIDRO, Universidade Federal de Viçosa.

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